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Boa leitura

Vem Cantar e Tocar Comigo

Vem Cantar e Tocar Comigo

O melhor instrumento que o ser humano possui é a sua própria voz. No entanto, para usa-la como instrumento de canto e encanto, é preciso estudar, além de ter o dom, a vontade, e os estímulos necessários, interna e externamente. Tanto ela como qualquer outro instrumento musical.


Música é a manipulação do ar. Isso é mais notável quando tratamos de instrumentos de sopro. Segue que ar é matéria – átomos de diversos componentes químicos orgânicos ou inorgânicos deslocados de um lugar para outro pelo vento (do movimento da terra). Ou seja, pelo meio aéreo se transportam todos estes elementos.

O que diferencia é a intensidade com que o ar é transportando de uma fonte emissora a uma receptora. É a mesma descritiva do processo de comunicação dialética. Pode-se substituir o meio pelo instrumento, mas isso não inviabiliza nenhum nem outro. O instrumento é a fonte (humana?), o ar o meio, o ouvido o receptor. Bater palmas ou sentir-se bem é o feedabck.

Assim também como a frequência destas emissões. Estas variações de frequência e intensidade (será que a ordem importa?) chegam aos ouvidos e fazem vibrar os receptáculos auditivos e viajam até o cérebro como ondas elétricas. No caso, talvez, não sou especialista no assunto, ondas eletroacústicas.
Da mesma forma as cores – elementos físico-químicos que são transportados pela luz. E os cheiros que também nos chegam pelo ar.

A educação dos sentidos

A Cada nota musical, cada cor, cada odor e até o sabor (este talvez não) que viaja pelo ar aciona e adentra em nossos órgãos dos sentidos, provocam uma reação específica captada por partes sensíveis e especializadas para serem interpretadas. Segundo Platão pela nossa razão. Para assim, com isso, produzirem efeitos cerebrais, mentais e promoverem sensações, reações e as diversas respostas a estes estímulos. Gosto de pensar em pressão, impressão, expressão. A partir de ordens para liberar certas substâncias especiais* no sangue e irrigar todo o corpo. São as nossas drogas naturais.

A grande demonstração da inteligência humana, foi estudar, organizar e traduzir cada um dos sons que ouvimos, refinando-os, em notas musicais. Provavelmente demoramos, como espécie, alguns milhões de anos para tornar isso possível.

Vem Cantar e Tocar Comigo
Pitágoras de Samos e o monocórdio


Ele estendeu uma corda fina e a fez vibrar a partir de subdivisões em seu tamanho. As percutiu com ela, a fim de deslocar pelo ar o som que produzia. A cada um dos intervalos percutidos a vibração produzia um som, e ele a dividiu em 5 intervalos iniciais e produziu 5 sons diferentes. Pentagramática. Física e matemática puras em notação musical.

Revolução da Evolução

A parti daí foi uma busca por um determinado tipo de corda, um material que refletisse ou se harmonizasse com os sentidos, e causasse aquela estranheza agradável de, ao ouvi-los organizados, estes sons produzissem um bem estar interior. Assim, digamos, o ser humano entendeu que poderia cantar e reproduzir sons agradáveis para além dos que ouvia na Natureza.

Não se sabe quanto tempo depois alguém, talvez discípulo de Pitágoras (acusmáticos), ou quem sabe o próprio mestre ao aprofundar seus estudos, entendeu que se aumentasse o tamanho da corda poderia dividi-la em novos intervalos, e que cada um deles ao ser percutido vibrava por uma fração de tempo.

E que este tempo poderia ser aumentado ou diminuído, conferindo assim uma dinâmica diferente, na medida em que a percussão fosse mais ou menos intensa. Se fosse aplicada sobre a corda esticada com um pedaço de madeira ou de bronze também causaria diferenças. Aperfeiçoar aquela feramente, o instrumento.

Ao mesmo tempo surgiu uma escala: fruto das divisões. Descobertas. Disto vieram os ritmos, e há quem diga que ritmo e harmonia são indistintos. No que acredito, ou pelo menos um está intrincadamente relacionado ao outro. Ainda que existam instrumentos percussivos que só produzam ritmos.

Das grandezas, números e espírito

Naturalmente, dali para frente os instrumentos foram se aperfeiçoando. Das cordas para os sopros, de madeira ou de metal, dos que as mãos acionavam as cordas diretamente, ou dos que necessitavam de outra ferramenta para produzir sons. Assim, chegamos, finalmente ao ápice desta aventura e descobertas: a Orquestra. Onde os instrumentos têm características e modos de serem tocados próprios, obedecendo a uma organização, uma disposição especial para emitir os seus sons particulares, tendo um lugar especial na avalanche dos sons que resultam de suas execuções e produzem juntos.


Exercício de percepção

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