Quem faz Música? Por que a inteligência artifical quer substituir o músico compositor, que estudou durante anos a fio, às vezes por toda a sua vida… Qual o real sentido disso? O futuro da Música não dependo do Músico?
Redação
São Paulo, 26/02/2025
3,3 Minutos.
A Moises, uma das principais plataformas de tecnologia aplicada à música, patrocinou a SIM São Paulo 2025. A companhia apresentou um painel exclusivo no dia 20 de fevereiro, às 10h30, mediado pelo produtor musical Felipe Vassão e com a presença da artista Mahmundi. Presente também o produtor Adieu e de três executivos da empresa. Rafael Lyra (Executivo de Produção Audiovisual), Bruno Maia (Vice-Presidente de Engenharia Móvel) e Beatriz Rosito (Vice-Presidente de Pessoas).
O painel teve um formato dinâmico, explorou temas fundamentais para a indústria da música, como propriedade intelectual, licenciamento de faixas e o impacto da inteligência artificial no setor. Além disso, os participantes discutirão a história de Moises. Desde a fundação no Nordeste brasileiro – trajetória – até tornar-se destaque global e ser reconhecido por premiações da Apple.
IA – Propriedade intelectual – Futuro da Música
Como essas ferramentas tecnológicas podem auxiliar os artistas em suas criações, e os próximos passos da empresa no campo da IA Generativa? Para enriquecer a discussão, vídeos ilustrativos foram utilizados ao longo do bate-papo. Também diversos dispositivos estiveram disponíveis para demonstrações ao vivo.
Segundo Geraldo Ramos, CEO da Moises, “participar e ter a oportunidade de ser um dos patrocinadores da SIM São Paulo reforça nosso comprometimento com a inovação e o futuro da música. Para nós, é um prazer promover um debate que une as visões de artistas, produtores e profissionais da indústria musical”.
Euterpe que nos salve
Além do painel, a tecnologia da Moises também utilizou, a apresentação da produtora de filmes Nuclear, e contou com a participação de Paulinho da Costa. Paulinho é um dos percussionistas de maior nome mundialmente. Sua carreira atravessa décadas e estilos musicais. Paulinho, hoje vive em Los Angeles e já participou de milhares de gravações. Álbuns de Michael Jackson (Thriller, Off the Wall), Madonna, Earth Wind & Fire, Quincy Jones, George Benson, Red Hot Chili Peppers, Elton John, Diana Ross, Stevie Wonder, entre muitos outros.
Seu trabalho pode ser ouvido em alguns dos maiores sucessos da música moderna, do jazz ao pop, do R&B à música latina. Seu talento influenciou gerações de músicos e produtores. Oscar Rodrigues Alves, dono da Nuclear, mediou o painel. Oscar é fundador da MTV Brasil e premiado diretor de projetos musicais, com um vasto histórico na indústria. Nele se incluem colaborações com artistas como Titãs, Skank, Gabriel O Pensador e Zélia Duncan.
IA – Propriedade intelectual – Futuro da Música
“Fiquei muito animado em poder usar o Moises ao vivo. A ferramenta (ou o app, como vocês preferirem) está a cada dia mais incrível. Portanto, ter a possibilidade de isolar os instrumentos do Paulinho da Costa para revelar aos espectadores a contribuição dele em hits planetários tão icônicos foi muito bacana!”, afirmou Oscar.
Encontros do mercado
A SIM São Paulo é a maior conferência de música e indústrias criativas da América Latina, reunindo há dez anos criadores, profissionais e corporações. O evento tem reconhecimento global e é um dos principais agentes de desenvolvimento econômico, construção de identidade e transformação social no setor musical.
A Music.AI é uma fornecedora líder de soluções de IA focadas em áudio e música, confiada por gravadoras, agências, empresas de tecnologia e desenvolvedores. Mais de 50 milhões de usuários utilizam as ferramentas da plataforma Music.AI. Ela processa mais de 2,5 milhões de minutos de áudio diariamente. A empresa é criadora do Moises, o principal aplicativo de criação musical impulsionado por IA, que revoluciona a forma como os artistas trazem suas ideias musicais à vida.
IA é só uma ferramenta, portanto, depende de quem a usa – como e para que… Infelizmente, comenta-se, nos bastidores, ela poderá dominar se não toda, pelo menos grande parte da produção cultural humana. Qual a saída? Saber que tudo o quer a IA produzir é efeito e produto da própria atividade humana. Ela é portanto, apenas uma ladra reprodutora daquilo que nós humanos produzimos? Se sim, pra que serve mesmo? Entretanto, ela ajudará em muitas outras esferas do conhecimento e das necessidades humanas, acelerando processos, organizando protocolos e sistemas, a partir da sua capacidade de produzir cálculos e ajudar na resolução de problemas. Ainda assim, cuidados na sua utilização e desenvolvimento devem ser tomados para evitar surpresas desagradáveis.
Ahmad é bem isso. Cuidado com as ferramentas para elas não se tornarem armas.. Vai tudo de nossa índole, intenções, razões para o que se destina.
Obrigado. ABraço